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riscos_e_rabiscos

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Smells like Christmas

 

Acordei com o cheiro da massa das filhós. Não sei se estava a sonhar com elas ou se era desejo de provar uma. Para decepção minha, foi mesmo só produto da minha imaginação.

 

Se é verdade que a empatia entre mãe-filho e que o sexto sentido feminino existe (este eu sei que sim!), a minha mãe está mesmo sintonizada comigo. Quando eu acordei ela já não estava em casa. Ela levanta-se com as galinhas e depois tem que sair para a rua para dar as voltas dela e ir às compras.

Assim que chegou a casa, disse: ”comprei uma filhós, não sei se são boas ou não…” Estão a ver porque é que eu disse aquilo?

 

Saí de casa e fui tomar o meu (des)café matinal e trocar meia dúzia de palavras tontas com o sr. V. Fui comprar o meu passe e parti em direcção ao Colombo para, mais uma vez, ir na senda da “prenda esgotada”. O panorama continua o mesmo.

Ia eu muito descansadinha a passear pelo corredor e a ver as montras, quando, de repente, vejo duas coisas peludas aos saltos e a andar muito depressa. Socorro!!! Ratos no Colombo?!? Iaics! Aaaargh! Olhei melhor… e afinal não era!!! Eram os pompons pendurados de umas fitas enormes, que rastejavam pelo chão, daquelas botas – que eu acho horrendas – tipo patas de mamute, hiper-mega peludas. Ufa! Decerto que eles devem existir lá mas devem andar mais escondidinhos de dia com tanta confusão. I hope!

 

Este dia de hoje é importante por dois motivos: é o Dia Mundial da Sida e é o dia que arranca o Banco Alimentar. Dois flagelos graves da nossa sociedade actual. A sida teima em aumentar apesar de toda a informação veiculada e disponibilizada. Pensamos sempre que só acontece aos outros e que vale sempre arriscar só aquela vez.

No telejornal diziam que a classe média é a que recorre mais ao banco alimentar e que muitas dessas pessoas são licenciadas, formadas. E depois referenciaram o caso dos professores. E como eu compreendo quem tem de recorrer a estas ajudas. Se eu tivesse filhos, com o meu mini ordenado deste ano, ia ser muito difícil comer, vestir, calçar, pagar casa, água, luz e todas as outras coisas.

Se os nossos governantes ganhassem menos e o dinheiro sobrante fosse distribuído equitativamente, se calhar não era mal pensado.

 

Bom, já perceberam que estou sozinha. O N. ficou lá em baixo (chuif!). E tenho aqui o meu irmão a azucrinar-me a cabeça para lhe colar um autocolante no vidro do carro pra fazer efeito esfumado, à tuning. Vamos lá à experiência para ver como me saio… :P

Amanhã relato aqui o resultado final e, quem estiver interessado, manifeste-se que eu também lhe coloco o autocolantezinho no vidro por uma módica quantia.